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domingo, 28 de junho de 2015

Medo precisa ser perdido

Tem uma frase do escritor Paulo Coelho que diz: "Não seja aquele tipo de pessoa que busca, acha, e depois sai correndo com medo." Isso é algo bem comum de acontecer e eu sei que já aconteceu contigo. Mas é normal, só não pode pensar que é uma característica imutável tua. Às vezes é só medo e o medo precisa ser perdido. Há inúmeras primeiras vezes que precisam ser superadas. Todo mundo precisa de um primeiro beijo, primeiro sexo, primeiro amor - não necessariamente nessa ordem. Todo mundo precisa aprender a lidar com cada uma dessas situações e com os detalhes que nos matam de medo e fazem a gente deixar de vivenciá-las.
Foi assim comigo quando percebi que finalmente alguém estava demonstrando que estava apaixonado por mim. Dessa vez não eram palavras, eram ações. Eu simplesmente não sabia reagir, principalmente por que me dei de conta que não sentia o mesmo. E acredito que foi assim quando perceberam que, bem, eu estava com sentimentos, há algum tempo.
A gente se assusta. Às vezes só não estamos no timing certo, às vezes só não é a pessoa certa. Mas, todas as vezes resultam em aprendizado. Só não pode deixar de aprender.

domingo, 24 de maio de 2015

Mais uma vez

Hoje foi mais um daqueles dias estranhos, com cheiro de morte, onde se passa vinte e duas das vinte e quatro horas do dia na cama.
Não sei. De repente tudo se perdeu. Eu perdi o sentido. Chorei e confessei em voz alta que temia perder o que mais desejava realizar na vida. E horas depois estou aqui com um sentimento estranho. Estou vazia.
Veja bem, eu não amo ninguém, não consigo me ver capaz de criar nenhuma criança nem gostar dessa ideia e realizar meu sonho ou não realizar parece que não faz diferença. Essas três coisas são os pilares da minha vida e eu os perdi. Eu sei que é bem provável que seja mais uma das milhares crises existenciais que tenho, mas... Meu Deus!! Eu não suporto mais ter que conviver com isso! É muito difícil estar bem num momento e terrível no outro, então ficar bem de novo e cair outra vez. 
Além das duas doenças crônicas que tenho e preciso levar junto comigo na mala para onde eu for, penso que tenho depressão. Ou estou deprimida. Talvez eu seja bipolar! Bi-po-lar! Deus!! E eu penso isso pelo simples fato de que uma hora estou com a cara enterrada no travesseiro, o vento muda e de repente pulo da cama e vou malhar na academia. Ou então estou de saco cheio com meus amigos, olho para o lado e de repende mando mensagem para todos eles dizendo que os amo muito. Ou então eu falo que desisti de tal pessoa, passam-se dois minutos e lhe dou mais uma chance. Dizem que são coisas típicas da adolescência, mas eu nem sei se ainda sou adolescente. Já pesquisei isso, antes que você pergunte, mas cada organização tem uma definição diferente. O que quer dizer que para algumas organizações eu sou adolescente, para outras não. Por exemplo, para meus pais, está bem claro que nem criança deixei de ser - eles me deixaram isso claro meses antes do meu aniversário de 18 anos quando achei que podia, finalmente, mandar em mim. Não posso. Talvez eu nunca vou poder. De alguma maneira, todos somos dependentes de algo e manipulados feito marionetes. Ah, e somos cobaias de diversos experimentos também. 
Anyway, já me perdi em meus próprios pensamentos e acho que minha crise vai passar em pouco tempo, outra vez. O lado bom é que sempre passa, o lado ruim é que SEMPRE volta.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Aceita.

Um exercício que precisamos fazer é aceitar. A aceitação é a base para possuir serenidade nos nossos caminhos. Então, aceita. Aceita que talvez você nunca consiga controlar as coisas, sobretudo seus sentimentos. Aceita que se algo tiver que acontecer, irá acontecer. Nada do que você possa fazer vai mudar isso - e você só entenderá isso depois. Aceita que não é porque algo não saiu como planejado, que deu errado e entenda que se surpreender é mágico. Aceita que você precisa sentir dor antes do aprendizado ou então aprender como se faz para ser sábio sem sofrer. E não enlouqueça se não souber fazer certas coisas, batalha pelo aprendizado. 
Simplesmente não enlouqueça. Se acalme. Se você estiver sentindo dor, chore, escreva, cante, grite, desabafe e, mais do que isso, continue firme. Se alguém te machucou, perdoa. Se machucasse alguém, se perdoa.
E ame, ame muito. Sem medo. Ame sem pressa, ame devagar. Sinta, saboreie.
Permita-se gostar da chuva, permita-se apreciar a calmaria, permita-se olhar para o céu e receber um consolo que ninguém te dá.
Calma, respira, sinta.
E aceita.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Hay cosas que te ayudan a vivir

Há poucos dias pude entender que quem quer curar tuas feridas, não consegue outra coisa além de tapar buracos e às vezes te fere ainda mais. Não é possível regenerar a alma dolorida de alguém intencionalmente, pois isso se configura como uma agressão. Talvez a uma pessoa lhe devo desculpas se algum dia dei a entender que poderia ser por ela curada. Não poderia. Sabia que haveria alguém no mundo que talvez fosse capaz de me curar, só não sabia quem. E houve. E foi tão simples que não faço ideia de como nem quando aconteceu.
Os dias e as noites têm sidos positivos desde então, mas há uma nuvem negra pairando no ar. Então espero que chova, chova muito, para que essa nuvem desapareça e permita que os raios de sol cheguem a esse lugar sem interferências.
Mas, se a positividade a qual me refiro for embora junto com a chuva, assim era para ser. Sempre lembrarei dela com saudade e agradecimento, pois, graças a ela, hoje me sinto finalmente curada.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Confrontar-se, reordenar-se, amar-se.

Por semanas tive o silêncio como companhia e fui a minha melhor amiga, dando espaço para me permitir reordenar meus pensamentos sem influências externas. Não sei ao certo quantos dias fiquei trancada em casa recusando sair. Nestes dias, me testei até chegar ao meu limite. Posso me sentir eu sendo eu de novo, avaliando os erros como nunca antes fiz, meditando sobre decisões que estavam realmente confusas no primeiro momento. Avaliei o que e quem quero em minha vida e adquiri, como de costume, outras milhares de dúvidas.
Pude ter a certeza que confrontar nós mesmos é o pior dos confrontos porque nunca somos justos ao avaliar nossas atitudes. Às vezes somos muito benevolentes, às vezes somos muito exigentes. Por isso, como qualquer outra coisa que nos causa desconforto, escolhemos pular essa parte. Passamos boa parte dos nossos dias avaliando terceiros e raramente pensamos que nós também devemos ser avaliados. Eu escolhi não pular essa parte e vive-la como um aprendizado.
Não mudei nem foi em um passe de mágica, apenas me reordenei. Foi, por vezes, doloroso, estressante, triste mas, sem sobra de dúvidas, foi demasiado feliz. Agora posso respirar os doces ares da liberdade e da paz que tentaram me privar. 
I'm back.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O que é bonito o vento traz

As coisas boas custam a chegar. Por isso calma, menina. A gente é besta e abraça a primeira marmelada que a vida oferece, mas não precisa ser assim, viu? Não tenha medo de ser exigente ou diferente dos demais, o que passará contigo só lhe diz respeito. É seu e de ninguém mais.
Calma, respira, a gente nasceu sabendo o que é bom - quando Ele chega, a gente reconhece e se apaixona, viu? É muito mais fácil amar do que odiar e ah! duvido que odiarás a serenidade que lhe abraçará em breve.
Atenta! O futuro já chegou. Olha para frente, encara a aurora da tua vida que é bonita de se ver! O que é bonito o vento traz, o que é asqueroso a chuva leva. Confia que a lua abençoa e agradece o sol que te ilumina.

domingo, 30 de novembro de 2014

Não é possível deixar de sentir.

Porque está muito além do ir e ficar. Está próximo de todas as angústias que a partida nos causa e o sofrimento que a prisão nos impõe. E se nos regalam a dor ou a dor, devemos escolher a que menos fere ou a que é passageira. Mas não é possível deixar de sentir.
Sobre saudade, desperto com ela em meu peito, como se tivesse lhe encontrado e tudo o que ficou foi o vazio em mim. Quase nunca posso adivinhar quem é que a despertou em mim, mas quando acordo com um enorme sorriso nos lábios, me atrevo a tentar adivinhar. Se acerto, não sei. Mas o meu pensamento, de qualquer forma, te encontra e te conforta. E, como em um reflexo, me conforto também.

sábado, 26 de julho de 2014

Lembranças de um futuro bom

A qualquer momento vejo imagens que me trazem lembranças de um futuro bom. Não é possível recordar o que não aconteceu, mas existem coisas que estão são tão concretas dentro da gente, que não temos dúvida nenhuma de que acontecerá mais dia, menos dia. É uma confiança tão forte no amanhã que chega nos causar medo, porque expectativas geram frustrações. Mas mesmo assim confiamos pois não conseguimos desconfiar de algo que, em nosso interior, já está pronto para acontecer mesmo que ainda leve muito tempo. Estou falando no plural, mas não faço a mínima ideia se há algum maluco nesse universo que passe pelas mesmas situações do que eu. Mas há, sempre existe algum louco tão ou mais louco do que a gente. Ou será que é sanidade? Eu sou uma pessoa sã? Não faço a mínima ideia, apenas possuo minhas certezas e me concentro nelas mesmo temendo. Gasto minhas energias apostando no sim, o negativo não serve para mim.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Complexo de tubarão

Tenha, amigo, muito cuidado com o que dizes. Sempre aparecerá alguém insignificante distorcendo tuas palavras - e terás a teoria que a pessoa tem dificuldades mentais, mas não tem. Esse é o mundo onde vivemos: todos são vítimas mesmo não sendo, são porque querem ser e cada um de nós é o que quiser. Pena que uma boa parte escolhe ser uma merda. Quem sabe na próxima vida, quem sabe. E é no meio desse mar de gente que te sentes perdido numa ilha e buscando no que se agarrar, no que fazer para sobreviver até o resgate. Mas pode ser que o resgate nunca venha e aí terás que aprender a nadar com os golfinhos. Ou tubarões. Que seja. 
Aliás, tem gente que possui complexo de tubarão: não pode sentir cheiro de sangue que encontra o ferido. Calma, eu explico. A pessoa não é um vampiro, assim espero. É apenas alguém que vê alguém caído e chega para fazer o estrago. Se alimenta da dor alheia para se sentir melhor com a sua. Mas não consegue, pois não é possível. Só é possível melhorar a sua dor amenizando a dos demais. Ah e é tão bom ajudar alguém, abraçar, dar conselhos. Às vezes o máximo que podemos fazer é ouvir o desabafo, mas para quem desabafa, isso já é muito porque ninguém se interessa pela dor alheia. E aí que os laços se fortalecem, amizades nascem ou se enraízam e, quando precisares, terás alguém para te socorrer. E não tem como não amar quando isso ocorre, não tem como não confiar. 
Mas essa gente que possui complexo de tubarão não consegue amizades - deve ser porque devora as vítimas. E quando consegue, é apenas outra pessoa com esse mesmo problema. E, pasmem, nenhuma ajuda a outra com sua dor, só faz a dor virar ódio e ter vontade de fazer mais vítimas. Qualquer pessoa é alvo "e ninguém está salvo" - como diria Humberto Gessinger. Eu imagino o diálogo entre dois tubarõezinhos humanos, de verdade. Deve ser deprimente. Cada um compartilha a raiva que sente dos demais e aprofunda as cicatrizes agora quase impossíveis de desaparecer. 
Então você me pergunta se já tentei ajudar um tubarão. E a resposta é sim, mas obviamente saí ferida. É, eu não sabia que era um tubarão. É o risco que se corre. De início eles se disfarçam de golfinhos super fofos e ganham tua confiança. Por isso, cuidado. Só fale de suas dores se tiver mais ou menos certeza de que você e elas não virarão comida de peixe. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Preciso escrever

Preciso escrever
Porque preciso dizer que
meus pensamentos ecoam
e minha mente hoje está
mais transtornada que uma via de mão dupla.

Ouço passos, risadas, choros e gozos vindo da sala ao lado
mas, ainda que, por mais barulhento que pareça,
mais silêncio nunca ouvi
mais lágrimas nunca senti
mais risadas nunca dei
mais gozos nunca vivi.

E hoje choro cravos de rosa,
pois as pétulas eu te dei.
E os espinhos ainda
estão cravados em minhas mãos.

sábado, 19 de abril de 2014

Coração se regenera?

Já ouvistes falar em falência, estou certa. E eu também. Mas não havia imaginado que falência se aplicava às emoções: estou falida. Em um determinado momento, parei e comecei a me vigiar; o choro foi inevitável. Assim como uma fábrica fecha quando possui muitas dívidas ou compra mais do que vende: eu fali. Dei todo meu sentimento como se ele fosse feito de fonte renovável, mas não é. Dei todo meu sentimento e não recebi nada em troca. Nada. Pois, aparentemente, quando a fonte está quase seca, o amor alheio não chega. Calma, eu te explico. Quando damos amor (e quando digo amor, falo de todos os tipos) e não ganhamos, cria-se uma barreira de proteção que é muito difícil de ser rompida - e essa é uma tentativa de não falir. Assim, tu passa a guardar o que te resta e a não conseguir aceitar mais nada. Só que, às vezes, a proteção se cria muito tarde, quando já não possuis quase nada. Tens pouco e sentes que deves distribuir muito. E aí isso só atrapalha: te tornas incapaz de receber mas completamente capaz de dar. Teus "pedacinhos de amor" escolhem donos facilmente - humanos, cachorros, gatos, pássaros ou estrelas. E, como estás doando pedaços para o universo, ele te devolve com outros pedaços. Mas pedaços são coisas quebradas e, como quando algo quebra, nunca mais ficará inteiro outra vez.
Mas, cá com meus botões, será mesmo que algum dia recebi? Talvez minha proteção esteja funcionando perfeitamente, talvez fique comigo enquanto "me reabasteço". Quiçá ela se tornou inteligente demais a ponto de detectar e receber somente o que é verdadeiro. Estou sendo otimista agora, como podes ver, mas não posso mais negar meu sofrimento. Tenho envelhecido bastante, me sinto cansada e sem ânimo como se já tivesse chegando aos cem. Pela primeira vez na vida, a razão ultrapassou completamente a emoção porque é o que resta. E ninguém pode me ajudar, não intencionalmente.
E eu vou caminhando, vou recebendo de quem não está mais de corpo presente o apoio que preciso. Vou agindo como melhor conseguir, me recarregando; em passos lentos, voltarei a ser eu mesma e deixarei para trás tudo o que me partiu. Me reconstruirei e para seu abraço voltarei inteira outra vez, como se fosse a primeira vez.

sábado, 12 de abril de 2014

Te lo agradezco, pero no.

Não tenho vocação para agir como os outros agem nem a mínima vontade de obedecer leis fictícias ou agradar quem as obedece. Não sinto-me obrigada de honrar tradições ou costumes nem de aparentar ser superior do que sou. É preferível negar com sinceridade do afirmar com um sorriso falso estampado no rosto. Te lo agradezco, pero no.
Quem nasceu livre não pode ser preso por muito tempo, quem nasceu livre sabe como escapar. Quem tem um bom coração também sabe machucar.

domingo, 23 de março de 2014

Permissão para sentir

Não quero um lugar onde não sinta dor, quero um lugar onde seja permitido senti-la; que me respeitem e me deixem um pouco só ou que me ouçam e me estendam a mão.
Não é possível evitar sentir dor o tempo todo e isso porque é importante senti-la. E, eu acho que, se está doendo, deixe que doa antes de tomar o remédio. O ensinamento que vem com o sofrimento é muito útil e, às vezes, apesar do incômodo, depois traz a paz.
Anseio por paz. Deem-me o direito de senti-la, depois retornem com abraços. E eu os darei de volta.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

À notável estrela

Tão solitária, avessa às coisas gerais,
tão longe mas tão iguais,
tão só e tão hermosa.
Enxergo-a da janela todas as noites,
vejo-a mas não a posso tocar;
sinto-a mas não sei como encontra-la.
Respiro-a.

domingo, 19 de janeiro de 2014

É só um peso em meu peito

Às vezes suspiro, como se tivesse pensando alto através da respiração, como se tivessem tirando algo imenso das minhas costas ou como se tivesse aliviado alguma dor. Ao mesmo tempo, quem me ouve, percebe que o suspiro não pareceu nada além de que estou justamente sentindo dor. Perguntam-me "o que foi?" e eu lhes respondo: Nada, não foi nada. É só saudade.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desça do salto e veja que sou da sua altura.

     É o último dia do ano e eu desejava escrever algo de positivo. Não o farei.
    Sobre ter razão, muitas pessoas pensam ter demais. E agem como se tivessem. O tempo todo. Todo o tempo. Se pudesse responder se queria conviver com pessoas assim, eu diria "por favor, não". Ah, se tudo fosse tão fácil...
     E sobre ter razão, você simplesmente não pode pensar que a tem sempre e se perceber que a perdeu, precisa saber reconhecer que errou. Pessoas que não sabem reconhecer que erraram? Por favor, não! Simplesmente não.
     A única coisa que traz paz para os injustiçados é pensar que, apesar de justiça humana ser falha, o universo sabe fazer com que tudo fique no seu lugar. Justo. Não é desejar mal de alguém que fez o mal, e sim sentir uma necessidade incontrolável de que a justiça seja feita. E será. Porque se você me promete algo, você tem uma dívida. E se você não cumpri-la, nada farei. Mas, o universo nunca erra.
    Además, por que há pessoas que pensam ser superiores? Por que os mais novos nunca possuem voz? Desça do salto e veja que sou da sua altura.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cantigas natalinas soarão tristes.

Não sei ao certo quantos dias antecedem o Natal, mas sei que falta pouco mais de um mês. Sei exatamente como será e como me sentirei: a pessoa mais só do mundo, imóvel em algum canto da casa como se fosse a própria árvore de Natal. Porém sem brilho e sem luz.
Acerca dos presentes, eles provavelmente são as únicas coisas que poderiam me fazer pensar em outra coisa, porém há anos não existem surpresas porque sempre quero escolher tudo. E existem coisas que não posso modificar. Por exemplo: não posso mudar como me sinto no Natal mesmo sabendo que estou numa situação confortável, não posso mudar como vou me sentir pressionada e aflita no ano novo e não posso ter seus lábios nem seu sorriso. No fundo, é isso que me faz falta. São as noites mais importantes do ano e não posso ouvir sua risada, nem sua tosse que se confunde com o espirro (ou vice-versa), nem sentir seu abraço e, muito menos, tocar seus lábios. A gente só se sente especial numa noite dessas se tem as coisas simples que mais ama e, se faltam algumas, nada estará completo. Porque cantigas natalinas soarão tristes e fogos de artifício não representarão meus sentimentos quando o relógio me mostrar que começou o novo ano.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mas completo todo mundo é.

       Vejo por todos os lados gente reclamando que ninguém as completa. Absurdo. Somos todos completos, vocês não veem? Entendo que algumas pessoas não encaixam, o que é diferente. Uma peça solta de um quebra-cabeça é completa, só não está encaixada em outras. E nós precisamos montar o nosso quebra cabeça. Mas tem peça que não dá, não bate, não encaixa e isso nos traz uma sensação ruim, um vazio no peito. Mas completo todo mundo é.
      Compreenda que todo quebra-cabeça com muitas e muitas peças é difícil de montar, mas um dia a gente resolve e tudo começa a fazer sentido. Acalme-se e encontre as peças certas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Incandescente

Com minha cara próxima de uma luz incandescente acesa no escuro, ouvindo o som da chuva calma e cantando Yes It Is, tentando não despertar os que dormem nesta madrugada e não querendo me deixar adormecer porque estou faminta - eu quero viver o tempo inteiro.
Aprendi que dormir pode ser a melhor coisa mas tentar deixar o dia emocionante é um jogo bom de se jogar. Não peço para que me compreendam, tampouco quero. Minha maior ambição é ser algo ilimitado ainda que minha carne me imponha limites.
É, eu sou essa coisa difícil de entender e ser assim já é muito mais do que diversão. Se antes vivia pelos cantos a ponto de chorar no meio da rua, hoje vivo pelos meios que a vida oferece dando risada e dançando para que todos vejam. Mesmo que eu caia ou tropece, vou gargalhar. Por quê? Porque assim tem sido fácil e isso não significa não gostar de dificuldades, passei por muitas para chegar até aqui. Você pode achar pouco, tudo bem. Eu também acho pouco o que você considera muito.
Yeah, diria que estou incandescente.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Milhares de horas, infinidade de coisas

Quantas milhares de horas nos separam? Quantas lágrimas e quantos sorrisos? Olhares que não quero ver, beijos que não quero trocar, abraços que não confortam, quantos vou ter de experimentar até te encontrar? 
Há um mar de coisas em meu caminho e não existem pontes nem barcos. 
Há uma multidão ao meu redor mas não existem companheiros. 
Estou tão só e vou ter de aprender a voar.