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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Atente ao tempo.

Não me culpe por seus próprios fracassos, por suas próprias fraquezas. Não sou a culpada da tua pequenez. Não sou a sua vilã e você não é o meu refém.
Não me culpe por suas limitações e não as esconda apontando paras as minhas.
Não interprete erroneamente coisas que não sabe, visto que se absteve de participar da minha vida.
Não me julgue. Não me dirija a palavra.
Atente ao tempo. 

domingo, 24 de maio de 2015

Mais uma vez

Hoje foi mais um daqueles dias estranhos, com cheiro de morte, onde se passa vinte e duas das vinte e quatro horas do dia na cama.
Não sei. De repente tudo se perdeu. Eu perdi o sentido. Chorei e confessei em voz alta que temia perder o que mais desejava realizar na vida. E horas depois estou aqui com um sentimento estranho. Estou vazia.
Veja bem, eu não amo ninguém, não consigo me ver capaz de criar nenhuma criança nem gostar dessa ideia e realizar meu sonho ou não realizar parece que não faz diferença. Essas três coisas são os pilares da minha vida e eu os perdi. Eu sei que é bem provável que seja mais uma das milhares crises existenciais que tenho, mas... Meu Deus!! Eu não suporto mais ter que conviver com isso! É muito difícil estar bem num momento e terrível no outro, então ficar bem de novo e cair outra vez. 
Além das duas doenças crônicas que tenho e preciso levar junto comigo na mala para onde eu for, penso que tenho depressão. Ou estou deprimida. Talvez eu seja bipolar! Bi-po-lar! Deus!! E eu penso isso pelo simples fato de que uma hora estou com a cara enterrada no travesseiro, o vento muda e de repente pulo da cama e vou malhar na academia. Ou então estou de saco cheio com meus amigos, olho para o lado e de repende mando mensagem para todos eles dizendo que os amo muito. Ou então eu falo que desisti de tal pessoa, passam-se dois minutos e lhe dou mais uma chance. Dizem que são coisas típicas da adolescência, mas eu nem sei se ainda sou adolescente. Já pesquisei isso, antes que você pergunte, mas cada organização tem uma definição diferente. O que quer dizer que para algumas organizações eu sou adolescente, para outras não. Por exemplo, para meus pais, está bem claro que nem criança deixei de ser - eles me deixaram isso claro meses antes do meu aniversário de 18 anos quando achei que podia, finalmente, mandar em mim. Não posso. Talvez eu nunca vou poder. De alguma maneira, todos somos dependentes de algo e manipulados feito marionetes. Ah, e somos cobaias de diversos experimentos também. 
Anyway, já me perdi em meus próprios pensamentos e acho que minha crise vai passar em pouco tempo, outra vez. O lado bom é que sempre passa, o lado ruim é que SEMPRE volta.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O pecado de sermos quem somos

Por mais que a gente cresça, sempre há quem deseja nos prender no passado como se fôssemos prisioneiros dele, como se não soubessem que a gente implora para que soltem nossa mão e nos deixem ir. Há falta de racionalidade nessas atitudes porque o medo do inevitável os cega. E, agora cegos, não entendem que esse excesso de proteção está nos deixando tão preparados para a vida quanto um animal no zoológico está para viver na selva. Contudo, há em nós uma grande necessidade de auxílio, um suporte, um ombro amável que vai nos aconselhar e, por vezes, consolar nos nossos tropeços sem qualquer tipo de ressentimento por termos crescido.
Não foi crime. Nada que fizéssemos impediria esse momento por mais que alguns de nós tentassem que o tempo não os afetasse. O tempo sempre nos afeta. A vida nos chama para aprender e explorar situações por nós desconhecidas, nós não conseguimos evitar o chamado nem os erros. Não temos medo de errar nem queremos que os seus medos nos afetem. Mas afetam. Nos deixam acuados e indefesos, estressados e tristes, exatamente como um animal que não conhece muito mais do que a jaula do zoológico onde vive. E necessitam viver. Nós também necessitamos. Por isso, suplicamos que nos deixem ir e aprendam que o julgamento por nossos erros serão sempre desnecessários. Nós saberemos se errarmos, sentiremos coisas de mais e não necessitaremos de mais culpa ou arrependimento - somente um abraço e talvez um pedido de desculpas. 
Em meio a toda essa confusão e esse julgamento que nos fazem sentir que somos terrivelmente culpados por termos crescido, falta um pouco de carinho e muita compreensão. Porque as pessoas não são iguais, não desejam as mesma coisas e os nossos certos e errados são sempre diferentes. Pais e filhos não são iguais, irmãos também não, primos e amigos idem. Diálogo e paciência é tudo o que pedimos. E, por favor, não nos pendurem numa cruz com pregos cravados em nossas mãos porque realizamos o pecado de sermos quem somos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Confrontar-se, reordenar-se, amar-se.

Por semanas tive o silêncio como companhia e fui a minha melhor amiga, dando espaço para me permitir reordenar meus pensamentos sem influências externas. Não sei ao certo quantos dias fiquei trancada em casa recusando sair. Nestes dias, me testei até chegar ao meu limite. Posso me sentir eu sendo eu de novo, avaliando os erros como nunca antes fiz, meditando sobre decisões que estavam realmente confusas no primeiro momento. Avaliei o que e quem quero em minha vida e adquiri, como de costume, outras milhares de dúvidas.
Pude ter a certeza que confrontar nós mesmos é o pior dos confrontos porque nunca somos justos ao avaliar nossas atitudes. Às vezes somos muito benevolentes, às vezes somos muito exigentes. Por isso, como qualquer outra coisa que nos causa desconforto, escolhemos pular essa parte. Passamos boa parte dos nossos dias avaliando terceiros e raramente pensamos que nós também devemos ser avaliados. Eu escolhi não pular essa parte e vive-la como um aprendizado.
Não mudei nem foi em um passe de mágica, apenas me reordenei. Foi, por vezes, doloroso, estressante, triste mas, sem sobra de dúvidas, foi demasiado feliz. Agora posso respirar os doces ares da liberdade e da paz que tentaram me privar. 
I'm back.

sábado, 12 de abril de 2014

Te lo agradezco, pero no.

Não tenho vocação para agir como os outros agem nem a mínima vontade de obedecer leis fictícias ou agradar quem as obedece. Não sinto-me obrigada de honrar tradições ou costumes nem de aparentar ser superior do que sou. É preferível negar com sinceridade do afirmar com um sorriso falso estampado no rosto. Te lo agradezco, pero no.
Quem nasceu livre não pode ser preso por muito tempo, quem nasceu livre sabe como escapar. Quem tem um bom coração também sabe machucar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desça do salto e veja que sou da sua altura.

     É o último dia do ano e eu desejava escrever algo de positivo. Não o farei.
    Sobre ter razão, muitas pessoas pensam ter demais. E agem como se tivessem. O tempo todo. Todo o tempo. Se pudesse responder se queria conviver com pessoas assim, eu diria "por favor, não". Ah, se tudo fosse tão fácil...
     E sobre ter razão, você simplesmente não pode pensar que a tem sempre e se perceber que a perdeu, precisa saber reconhecer que errou. Pessoas que não sabem reconhecer que erraram? Por favor, não! Simplesmente não.
     A única coisa que traz paz para os injustiçados é pensar que, apesar de justiça humana ser falha, o universo sabe fazer com que tudo fique no seu lugar. Justo. Não é desejar mal de alguém que fez o mal, e sim sentir uma necessidade incontrolável de que a justiça seja feita. E será. Porque se você me promete algo, você tem uma dívida. E se você não cumpri-la, nada farei. Mas, o universo nunca erra.
    Además, por que há pessoas que pensam ser superiores? Por que os mais novos nunca possuem voz? Desça do salto e veja que sou da sua altura.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Apenas uma notificação

     Esta é uma das coisas que não consigo aceitar: a pessoa sumir, não dar satisfação e não pensar que você se importa e está preocupada. É tão fácil assim abandonar os outros e seguir em frente? Porque eu não consigo. Não acho que eu amo demais, eu apenas amo. E isso é uma das coisas que as pessoas não fazem mais. Se é que um dia o fizeram.

sábado, 10 de agosto de 2013

Espinhos

      Meu vazio é cheio de espinhos. Recordo-me de quando era criança e dos espinhos que me machucaram e o quanto doeram, minha avó retirava-os todos com uma pinça e a dor ia por água abaixo. A diferença é que, agora, não há ninguém para retirá-los de mim e eu não consigo fazer isso sozinha.
      Se alguém me abraça, me aperta, e os espinhos cravam-se mais e mais em mim. Abraços já não me confortam. Absolutamente tudo me faz sangrar. Caminhar, deitar, em repouso ou em movimento, nada importa. Dói. E eu não aguento mais sentir dor.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Vazia

É, eu acho que devo ficar mesmo um pouco sozinha para entender esse vazio que faz meus batimentos cardíacos ecoarem dentro de mim, fazendo com que minha solidão aumente. Todo mundo precisa de amor, todo mundo precisa amar… Se eu tivesse inimigos, não desejaria a eles esse sentimento de não sentir, de ser eco, de não prestar para nada e de não ser notado por ninguém. Ninguém.
Quando alguém se aproxima fica pouco tempo, não desperta interesse, não acrescenta em nada.
Será que espero demais? Será que penso errado? Será que não sei mais sentir?
Talvez você não saiba, eu espero que não, mas o vazio dói. Não queira ser vazio como eu. Há muita gente dizendo que é assim e prefere que tudo continue como está. Ah, certamente essas pessoas não fazem ideia do que elas estão dizendo. En serio, não existe possibilidade de gostar de uma situação em que você se sente inútil, desprezível - e todos os outros sinônimos que definem ser esquecido e não ter importância.
Não há consolo que caiba mais em mim. Ora, já passou tempo demais, já foi, perdi. Ou melhor, me perdi. Sabe, não há mais como acreditar se percebe que tudo que o ocorre é você continuar sangrando e sangrando sem cessar um minuto. Estou bem, estou mais feliz do que antes fui. Mas vazia.
Sou mal agradecida? Não, ao meu ver. Antigamente eu não me sentia assim e mesmo assim sofria, primeiros anos de adolescência e uma escola ruim definiam minha tristeza constante. Atualmente estou bem. Mas vazia.
Casi siempre bien, gracias. Mas vazia.

sábado, 29 de junho de 2013

E é só ele que procuro

    Pode passar o tempo que for, as cicatrizes são eternas e já não me interessa curá-las se não existem soluções. A minha inexperiência na época era tão grande quanto o caos que alguém me fez. O amor é somente uma antiga lembrança.
   Me preocupa o que se passa comigo. Meu coração hoje é oco; ao mesmo tempo, é uma muralha, uma corda bamba e um algodão também.
     Daqui para frente como será? O que acontecerá comigo? Céus! Queria saber lidar melhor com tudo isso e entender, de uma vez por todas, que não se pode esperar nem desacreditar numa coisa dessas. E sim, estou falando o tempo todo do amor. Ultimamente, é só nele que falo e é só ele que procuro. 

domingo, 16 de junho de 2013

Até o fim

     Não adianta chorar, bater pé, rezar para dois mil santos diferentes, fazer promessas, não adianta. A única solução é enfrentar de frente com toda a coragem que existe em meu corpo, mente e espírito. Se é para ser assim, deverá ser. Se é esse o jogo, estou oficialmente nele. Se estou numa corda bamba, vou caminhar de início, às vezes cair mas, depois de um determinado tempo, irei correr. E depois de correr? Bom, se me conheces, já sabe: voar. 
      Eu bem quero chorar mas não consigo e deve ser por que, no fundo, sei muito bem que não é essa a melhor coisa a se fazer. Não é. Eu não estou triste e sim com medo; você sabe o que se deve fazer quando sentir medo? Reagir. Chorar não é reagir. Ninguém reage com gotas d'água caindo dos olhos, todo mundo reage agindo de novo (re-agir).
      Não faço ideia se tenho ainda apoio alheio, realmente não me interessa. De verdade. Quero que você saiba e entenda, amigo: numa batalha, todos lutam por sua sobrevivência. Apenas por ela. Lute pela sua. Eu vou lutar pela minha e estou aqui para ajudar quem precisa - e não, isso não foi uma contradição. Ajudar é diferente de te carregar no colo e dizer "descansa, estamos quase chegando". Ninguém vai fazer isso por ti, mesmo querendo. A tarefa é sua. Ajudar é basicamente receber uma mão para te levantar, um ombro amigo para chorar e uma companhia para comemorar.
       E, se depender de mim - como diz aquela canção -, eu vou até o fim. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

No quiero nadie

   Estou cansada do amor e é só ele o que eu respiro - deve ser por isso que canso-me de respirar, às vezes. Não precisa ficar preocupado ou pensar que vou explicar de forma mais leve o que disse pois não vou. Estou cansada, sim. E muito.
    Sempre tive um desejo incontrolável de liberdade e o que mais vejo em volta, são amores que reprimem e apequenam. Céus! Será possível amar sem perder a inteligencia? Juro que acreditava que sim. 
    Bom, se for para ser assim, prefiro não amar. Desculpe, não quero ser mais uma vítima.

domingo, 26 de maio de 2013

Faltando um pedaço

    Ah, se você pudesse ver que já não consigo escrever porque você me encheu de vazio, que meu peito hoje é eco e meu coração só cumpre a função de me manter viva. Ah, se você pudesse ver que, lembrar você, já não me fere, veria que sou mais forte do que pensa... Mas, se você soubesse que o que me fizeste cortou todo o que aqui existia, sentiria que posso estar fraca mas você teria certeza da sua covardia. E se arrependeria.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Volte a ser o que foi um dia

       A floresta não é assim tão assustadora, os verdadeiros animais estão no seu lado de terno e gravata ou vestido. Olha como eles agem, observe o modo como vivem! Racionais? Sério? Vocês querem me convencer disso? Acham que realmente vão conseguir? Porque, meu caro, os irracionais são os mais evoluídos por aqui.
     Ah por favor, não venha com suas meias verdades porque metade delas são mentiras e na outra não acredito. Humanos sempre tão ingênuos... Pensam que são donos do mundo e do universo também, acreditam em suas próprias mentiras e eternizam-as como se fossem fatos históricos. Creem profundamente que estão no comando mas, na verdade, são comandados por suas vontades infantis. Acho que utilizei a palavra errada, não tem nada infantil e sim muito adulto, maduro. Porque ser adulto significa ser tantas coisas desnecessárias e bobas, coisas essas que até parecem importantes, nos fazem acreditar que são. Ei, olhe para a criança que há em você.
     Crianças não deveriam brincar de ser adulto nunca, não é importante. O importante é ser criança.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Você tem um conselho?

       Oh, eu vejo coisas tão bonitas, eu sinto paz. Porém, meu peito está oco. Como pode ser verdade? Como pode-se sentir tanto e ser insensível?
       Estou permanentemente aguardando respostas. De quem eu não sei. Mas aguardo.
      Sim, tenho consciência que não posso procurar fora de mim o que devia estar dentro, mas parece que esse caso é exceção. Você tem um conselho para mim? Me diga uma notícia boa, cante-me uma canção. 
       Ei, você não pode perder um pouco de tempo comigo? 

domingo, 25 de novembro de 2012

Eu ainda espero respostas.

  Me disseram para esperar, manter a calma. Disseram que "tudo passa". Mas que modo estranho de passar é esse?! Se as coisas mudaram? Sim, mas no geral é tudo igual; as coisas sempre começam e terminam da mesma maneira. Ao meu ver, começam bem porém acabam mal. E quando vai mudar isso? Quando? Será que um dia começará mal e terminará bem? Será que um dia começará bem e terminará bem? 
  Ah, eu faço tantas perguntas! E pior, quase nunca consigo entender as respostas! Acho que é isso o que me falta: compreensão. Mas, cá entre nós, também falta sorte, amor e um bocado de outras coisas.
  Ah, eu só queria um dia ainda conhecer alguém que me abraçasse mais forte, que não fugisse... Acho que isso morreu junto com a inocência das criancinhas, acho que morreu junto com a minha inocência. Esse tal amor não existe mesmo! Não existe para quem acredita nele mas insiste em estar sempre presente para quem não sabe cuidar.
  Eu ainda espero respostas. Ainda desejo soluções. Ainda quero saber lidar. E sim, queria poder amar.

sábado, 17 de novembro de 2012

Este jeito nojento que estamos.

   Lágrimas nos olhos que não caem, não evaporam. Apenas ficam para te lembrar de que as coisas não são fáceis. É que, sei lá... Eu paro para pensar e tudo que vejo são as mesmas situações porém com pessoas diferentes, porém um pouco mais difíceis.
  Antigamente tudo era mais fácil. Ser criança é igual a ser o melhor e mais capacitado Ser da Terra. Toda criança é assim. Mas nós crescemos e desaprendemos. Melhoramos um pouco, claro, mas falta algo que não conseguimos pegar do passado para ajudar no futuro, sabe? Crianças geralmente não possuem tantas coisas que machucam os outros, não decepcionam. 
  É tão difícil lidar com futilidade, falsidade, preconceito e falta de sentimentos verdadeiros todos os dias. Dói ver como o mundo está, como nós estamos. Como é que fomos ficar assim? Quando ficamos assim?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Direitos e deveres

  Estou pensando em como andam as coisas no lado de cá do Atlântico e pensando que há muita coisa conturbada - e no lado de lá também. Em todo canto há confusões, mas quero falar das que vivo no meu dia a dia e que estão me sufocando. Esse texto é um desabafo e o nomeei como "Direitos e deveres" pois vou falar um pouco deles e desejo que pensem um pouco mais nisso antes de avaliar se estou ou não errada, mas pensem com o seu coração e cérebro e não os dos outros.
  Nos últimos anos vi mais de perto a realidade. Há muita gente confundindo crença, costumes e liberdade de expressão com desrespeito. Falar o que pensa sobre pessoas diferentes de você não é liberdade de expressão se ultrapassa seu limite e começa o do outro. Pensar pode. Pense o que quiser sobre quem quiser mas atingir outras pessoas com palavras terríveis? Essa sua liberdade o aprisiona.
  Um dia todos viverão em liberdade e aí não precisará mais existir discursos nem textos como este. Pois na real liberdade todas as pessoas têm seus direitos, deveres, pensamentos e atitudes em harmonia. Não existe liberdade sem paz, amor e igualdade.
  Às vezes parece que as pessoas não querem isso e eu realmente não consigo compreender o porquê. Se bato tanto nessa tecla é porque ela me incomoda, tortura e sufoca. Estou sufocada nesse momento e tudo o que mais quero agora é poder ajudar, fazer com que as coisas mudem. Realmente acho que viver uma vida sem fazer nada para humanidade não combina comigo e isso deve ter a ver com minha missão, escrever faz com que me sinta melhor, mas estou com tantas palavras engasgadas que não consigo nem pensar em meus argumentos para escrevê-los.
  Quero que fique claro que não estou falando de uma crença nem pessoa específica, nem estou dizendo que sou a dona da verdade, mas já não está claro para todos que somos iguais? Não estou dizendo para as pessoas levantarem da cadeira e irem para as ruas fazer revolução - apesar de por vezes desejar isso. Só queria que todos fizessem a sua parte. Respeitar e aceitar as pessoas não te obriga a mudar de crença. Começar a se questionar sobre o que lhe dizem na sua religião também não lhe obriga a isso, apesar de que é a tendência.
  O preconceito está em cada um de nós, todo o mal do mundo está em cada um de nós. Se você quiser mudar o mundo, inicie mudando você. Se você não quiser mudar o mundo, então o que você faz aqui? Escolha uma missão e siga-a.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Outras frequências

  Se eu dissesse que estou em um momento em que a opinião alheia não me afeta muito, você acreditaria? Bem, é verdade, estou mais ou menos assim.
  Não me importa se está frio ou calor, chuva ou sol, eu não vou reclamar. Não me importo se o lugar onde moro não é tão bom quanto o seu, não me importo se viajei muito ou não, se tenho coisas melhores ou piores... Não quero saber da sua opinião sobre isso, não preciso delas. 
 Não me importo de ficar em casa o final de semana inteiro dormindo, passando horas em frente ao computador, comendo porcaria sem preocupação, lendo, estudando ou assistindo televisão. Também não me interessa sair no sábado a noite nem se todos irão menos eu. Não me importo se algumas pessoas pensam que estão "vivendo mais" do que eu.
  Sabe o que acho? Está faltando personalidade. Todos querem fazer o que todos fazem.
 O que estou fazendo da vida? Aprendendo, talvez ensinando, sonhando e realizando, acima de tudo mantendo o foco. Há um tempo adotei a política do "se não quer, não faça" e estou gostando muito dela.

segunda-feira, 26 de março de 2012

E o vento vai levando tudo embora...

 Minha caneta não escreve, meu coração não bate mais como antes, agora toda aquela felicidade está escorrendo dos meus olhos num choro compulsivo com uma terrível sensação de fracasso, de não poder ser feliz. Aquela sensação de que a vida não tem mais o brilho de antes, a inveja roubou-me a alegria. A ansiedade pelos momentos únicos se transformaram em uma angústia tão forte.
 Eu fico pensando em tantas coisas, lembro-me da infância e de como tudo parecia melhor antes. Recordo que amigos não eram falsos, dinheiro não me parecia necessário, meu coração não era quebrado quatrocentos vezes por segundo e meu corpo não morria um pouco de tristeza todos os dias. A família era mais bonita e unida, eu ainda amava Natal e Páscoa e não desejaria que, simplesmente, eles não existissem, meu Ano Novo não era cheio de tristeza por um ano praticamente em vão.
Tinha ainda um colo de vó, um avô sempre presente e nada me parecia sem cor. Eu não me sentia sozinha e era um ser humano melhor. A gente cresce e desaprende, a gente cresce e perde a graça, o tempo passa e as coisas pioram mais e mais.
 Hoje escrevo chorando por ter perdido mais um sonho, mais uma vez me sinto derrotada e sangrando. Terei de me levantar e recomeçar e fingir estar bem.
 Hoje meu choro é de dor, tristeza, fracasso e revolta. Choro tentando parar, tentando achar uma saída. Não posso dizer que não esperava por isto, eu vi a tempestade se aproximando, mas a fé e a esperança vieram comigo até aqui e vão até o fim. Não desistirei. Eu vou conseguir, quando eu ainda não sei.